Performance Empresarial

Como a falta de metas pode prejudicar sua empresa

Tempo de leitura: 6 min.

Dizem que as pessoas objetivas são chatas. E que as assertivas não estão tão longe das objetivas.

Quando se trata de planejamento empresarial não dá para não ser objetivo e assertivo.

A grande maioria das empresas (pelo menos as que conheço) não tiveram sucesso através do “pó de pir lim pim pim”. 

Normalmente pequenos grandes negócios no Brasil começam invariavelmente através de uma necessidade de renda, mas sempre com foco em atender uma dor (um problema) de alguém que por sua vez é escalada, gerando então o lucro e o crescimento.

O negócio cresce, as pessoas ficam felizes, os donos idem até o momento em que o negócio se estabelece.

Grandes ideias “morrem na praia” por falta de entender as necessidades do cliente e o mercado em que atuará.

Já outras, uma vez que conseguem passar pelo tão temido período de estabilização começam a “perder” a mão, ora pelo excesso de sucesso ou por não enxergar de forma profissional a sua empresa como um negócio que deve não só gerar lucro para o empresário mas fazer diferença para a comunidade que atua como a dos colaboradores, seus familiares e não menos importante, clientes e fornecedores.

Acho isso, acho aquilo, vamos tentar assim, vamos tentar assado. São frases que levam muitas ideias e negócios (incluindo os grandes) em direção ao caminho do fracasso.

E fracasso é algo muito dolorido pois mexe com o bolso do empresário, com os sentimentos de todos os envolvidos, incluindo o próprio dono, sócios, investidores, colaboradores, fornecedores e os tão sonhados clientes.

Não é de hoje também que ouço que metas são coisas de grandes empresas e que esse tipo de preocupação não deve ser prioridade de um pequeno empresário já que ora deve atender o cliente, ora substituir o funcionário que não apareceu, ora fazer a gestão do negócio, não sobrando muito tempo para planejar.

E planejar para que não é mesmo? Funcionou tão bem até aqui.

O pior é que este tipo de pensamento não são deméritos (se é que posso chamar assim) de algumas pequenas empresas, empresários ou gestores.

Segundo o site Infomoney, apenas 10% das empresas no Brasil fazem planejamento de médio e longo prazo.

 

E segundo a Revista Época, 61% das empresas que fazem o planejamento não o seguem.

São números de arrepiar  porque se você não controlar a situação com certeza será controlado por ela.

Ora é uma pandemia, ora é a estagnação das vendas, ora é a falta de pessoal ou insumos, ora é a mudança na legislação, ora é a exaustão e o desânimo do dono, que não consegue enxergar solução para tantas coisas que precisam ser resolvidas “ontem“.

É aquela história: se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.

Pensando sobre isso não dá para transformar uma pequena conquista em um grande sucesso sem metas como também não dá para sair de uma situação atual para uma desejada sem elas.

Uhh palavrinha viu! Meta; apenas 4 letras que podem fazer muita diferença em qualquer negócio seja lá qual o seu tamanho.

Lembra daquele cara objetivo e assertivo chamado de chato pela maioria. Observe: esse tipo de gente sabe exatamente o que quer, e por isso é considerado chato.

Para ele não existe bom, ruim, mais ou menos, amanhã, quem sabe. Existe resultado!

Dificilmente ele pergunta: como foi, mas sempre pergunta: qual foi o resultado?

E por que? Por que o resultado é mensurável, ou seja, dá para medir e metas quando descritas de forma inteligente (SMART) faz exatamente isso: começa a medir a performance do negócio fazendo com que a tomada de decisão seja mais simples e eficaz cujo o objetivo está sempre em aumentar ou reduzir algo.

Empresários e gestores que fazem perguntas como:

  • Como foram as vendas hoje?
  • Como está a satisfação dos nossos clientes?
  • Os nossos fornecedores estão entregando em dia?
  • Nossa equipe está motivada?

Estão na verdade obtendo respostas que levam muitas vezes a lugar nenhum ou quando levam, são direcionadas para decisões muitas vezes equivocadas.

Se você teve estômago para chegar até aqui deve estar se perguntando (ou não): você está de brincadeira não é Rogério

Posso afirmar que não!

E por que? Lembra da frase: se você não sabe onde está, qualquer caminho serve. As respostas para as perguntas acima levam a lugar nenhum na maioria das vezes.

Agora por melhor ou pior que seja o seu momento empresarial, se você der o primeiro passo que nada mais é do metrificar (não é metralhar) mas medir (transformar em números) as áreas que você considera mais importantes para o seu negócio e definir metas reais, realistas, positivas e atingíveis fazendo o acompanhamento periódico com certeza as coisas vão mudar, e na maioria das vezes para melhor.

Ao invés de perguntar:

  • Como foram as vendas hoje? Mude para: Quanto vendemos e quanto estamos próximos ou não da nossa meta diária, semanal, mensal?
  • Como está a satisfação dos nossos clientes? Mude para: Entre 0 a 10 entendendo que 10 é o cliente querendo levá-lo para casa de tanta felicidade, que nota nossos clientes estão nos dando?
  • Os nossos fornecedores estão entregando em dia? Mude para: De cada X fornecedores, quantos estão entregando no prazo, com até 1 dia de atraso ou até 2 dias ou mais?
  • Nossa equipe está motivada? Mude para: Em uma escala entre 0 a 5 qual o nível de satisfação do nosso pessoal?

São pequenas mudanças que se levadas a sério, começando por entender a situação atual por mais dolorosa que seja, definindo metas, criando planos de ações e tendo equipes envolvidas com algo maior (metas) vão tornar uma pequena empresa em média, a média em grande e a grande em enorme.

Hoje parece estar meio na moda o termo Startup, Unicórnio, Dragão que muitas vezes são empresas que começaram ali no fundo do quintal ligadas à tecnologia (engano) e hoje valem bilhões.

O que não se pode esquecer é que todas (ou pelo menos a maioria) um dia foram pequenas e por maiores que sejam hoje correm o risco de um dia poderem quebrar. 

Se você tem um pouco mais de idade (e caso não tenha pergunte a quem tem) há uma empresa chamada Mappin (algo parecido com as Casas Bahia ou Magalu) de hoje. Quem diria, mas quebrou, como tantas outras. 

Mas não precisamos ir tão longe: A gigante americana Hertz (locadora de veículos), e o Cirque du Soleil passaram por maus lençóis.

Não dá para dizer “não” para a realidade, mas com certeza posso afirmar que dá para mudá-la através de aceitação, conscientização, metas, planejamento e correção constante.

Não tenha vergonha de ser pequeno e pensar como grande.

 

Não tenha vergonha de transformar seus sonhos em metas e “pendurá-las” em um lugar visível, mesmo que todos riam.

 

Não se preocupe em ser chamado de chato se está focado em suas metas.

Minha pouca experiência diz que uma boa meta é aquela que todo mundo ri e diz que você é louco. 

Não sei se é fato ou fake, mas use esses indicadores para validar suas metas: os risos e os adjetivos dos outros, pois enquanto eles estiverem rindo ou te chamando disso ou daquilo você está focado em atingir metas seja em que nível sua empresa estiver nesse momento.

Não perca o que você tem de melhor, empresário ou gestor: quando alguém comprou pela primeira vez de você e você conseguiu escalar, você mesmo que não se dê conta descobriu a “sua fórmula da coca-cola”.

Não a deixe cair pelo ralo por falta de metas e planejamento.

E por falar em metas e planejamento no próximo dia 05/10/21, terça, às 11h00 estarei promovendo uma Webinar Gratuita com o tema: Planejamento Estratégico para Micro e Pequenas Empresas.

Neste evento você conhecerá as principais etapas de um planejamento estratégico empresarial, entenderá quais são os principais problemas que ocorrem durante o planejamento e saberá quais os riscos que a sua empresa pode passar pela falta de planejamento e metas.

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About Rogério Oliveira

Coach Executivo e de Vida Internacional certificado pela Illuminata/ICC (International Coaching Community). Practitioner em PNL Sistêmica certificado pela Illuminata/Lambent do Brasil. Sócio-diretor da Megaplay Coaching. Empreteco (SEBRAE/SP) e empresário, atuando há mais de 20 anos como empresário, gestor e líder.
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